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Quimioterapia no câncer de mama: como funciona e efeitos esperados

A quimioterapia utiliza medicamentos que atuam sobre células com alta taxa de divisão, característica das células cancerígenas — mas que também afeta, em menor grau, células saudáveis de renovação rápida (como as da medula óssea, mucosas e folículos capilares), o que explica boa parte dos efeitos colaterais.

Quando é indicada

Conforme as diretrizes da NCCN e da ESMO, a quimioterapia pode ser indicada antes da cirurgia (neoadjuvante, para reduzir o tumor e avaliar resposta), depois da cirurgia (adjuvante, para reduzir risco de recidiva) ou como tratamento principal na doença metastática. A decisão considera o estágio, o subtipo biológico do tumor (receptores hormonais, HER2), o grau de agressividade e testes genômicos (como Oncotype DX ou MammaPrint) que ajudam a estimar o benefício real da quimioterapia em cada caso.

Efeitos colaterais mais comuns

  • Queda de cabelo (alopecia) — geralmente temporária.
  • Náuseas e alterações no apetite, hoje bem controladas com medicações antieméticas modernas.
  • Fadiga.
  • Queda temporária das defesas (neutropenia), com maior risco de infecção em certos períodos do ciclo.
  • Alterações menstruais e impacto potencial na fertilidade.
  • Neuropatia periférica (formigamento em mãos e pés) com alguns esquemas específicos.

O que mudou nos últimos anos

A ASCO destaca avanços importantes no suporte durante o tratamento: medicações antieméticas mais eficazes, fatores de crescimento para reduzir o risco de neutropenia febril, e touca de resfriamento (scalp cooling) para reduzir a queda de cabelo em alguns protocolos. Além disso, os testes genômicos têm permitido que uma parcela de pacientes com tumores de baixo risco evite a quimioterapia com segurança, recebendo apenas hormonioterapia.

Cada protocolo de quimioterapia é individualizado, e o oncologista discute com a paciente, antes de iniciar, os efeitos esperados específicos do esquema escolhido, assim como as medidas de suporte disponíveis para minimizá-los.

Fontes: NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology – Breast Cancer; ASCO (Journal of Clinical Oncology); ESMO Clinical Practice Guidelines; SEER (National Cancer Institute).

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